Existe uma diferença sutil, porém decisiva entre quem fala e quem é ouvido.
Ao longo das consultorias da Gest, essa diferença aparece com frequência e não está, necessariamente, no nível de conhecimento. Muitos empresários que atendemos têm trajetória sólida, repertório técnico consistente e experiências reais para compartilhar e ainda assim, algo não se sustenta quando passam a ocupar o lugar de mentor.
E, quase sempre, o ponto de ruptura está no discurso.
Existe uma crença silenciosa de que saber é suficiente, de que a experiência, por si só, legitima a fala e que organizar ideias em uma sequência lógica já resolve a comunicação, mas, na prática, não é isso que acontece.
O que vemos são discursos que oscilam.
Em alguns momentos, o mentor fala com propriedade e, em outros, escorrega em generalizações, usa expressões deslocadas, recorre a frases de efeito que não pertencem aquele contexto. Pequenas rupturas que, isoladamente, parecem irrelevantes, mas que somadas comprometem a percepção de autoridade.
Ao longos das consultorias, percebemos que há um fator essencial que precisa ser internalizado para ser autoridade do próprio discurso: compreender que autoridade não se perde em grandes erros, ela se dilui em inconsistências corriqueiras, retratações “bobas”, desvios de falas.
É comum, por exemplo, encontrar empresários que tentam reforçar sua imagem utilizando bordões prontos, importados de outros contextos, frases que circulam amplamente no mercado, muitas vezes já esvaziadas de sentido, mas que continuam sendo repetidas como se carregassem força. E o problema não está apenas na repetição.
está no desconhecimento do que essas expressões carregam.
Toda linguagem nasce em um contexto. Toda frase tem uma história, um uso, um lugar. Quando alguém incorpora esse tipo de discurso sem entender sua origem ou sem perceber como ele já está saturado no imaginário coletivo o efeito pode ser o oposto do esperado. Em vez de reforçar autoridade, cria ruído. Em vez de aproximar, gera distância.
Outro ponto recorrente é a incoerência entre discurso e postura.
Não no sentido performático, mas estrutural. A forma como a ideia é construída, o modo como se conduz uma explicação, a escolha das palavras: tudo isso comunica. E, quando há desalinhamento, o público percebe, mesmo que não consiga nomear. A escuta muda. O nível de atenção diminui.
E, aos poucos, o que poderia ser uma fala potente se torna apenas mais uma, não por falta de conteúdo, mas de sustentação discursiva.
Falta organização da narrativa. Falta entendimento de como determinadas construções de linguagem operam no outro. Falta consciência de que comunicar não é apenas transmitir informação, mas construir sentido. É nesse ponto que o trabalho da Gest se insere.
Ao longo das consultorias, temos acompanhado empresários que já possuem experiência, mas que precisavam reorganizar a forma como essa experiência é colocada em discurso, ajustando linguagem, eliminando ruídos, reposicionando sua fala dentro de uma lógica mais consistente.
Vem com a Gest!
Aqui estratégia discursiva encontra a autoridade que comunica.